Algumas teorias de conspiração são verdadeiras, outras são falsas. Como podemos diferenciar entre elas? Quanto mais a teoria conspiratória possuir as seguintes características, menor é a chance dela ser verdadeira:

1) Se a “prova” da conspiração emerge de um padrão de “ligar os pontos” entre eventos que não são necessariamente conectados por causalidade. Quando nenhuma evidência corrobora essas conexões, além da própria alegação de conspiração, ou quando a evidência se encaixa perfeitamente bem em outras conexões causais – ou ao acaso – a teoria da conspiração provavelmente é falsa.

2) Se os agentes por trás da conspiração precisam de ter um poder praticamente sobre-humano para ter êxito. A maioria das vezes, na maioria das circunstâncias, as pessoas não são tão poderosas quanto imaginamos.

3) Se a conspiração é complexa, e para ser executada com êxito, demanda um enorme número de elementos.

4) Se a  conspiração é complexa e envolve um grande número de pessoas, e todas elas teriam que se manter em silêncio sobre seus segredos, durante anos ou décadas.

5) Se a conspiração envolve uma ambição grandiosa de controle sobre uma nação, uma economia, ou sistema políticos. Se a teoria sugere dominação global, ela é provavelmente falsa.

6) Se a teoria da conspiração amplifica eventos mais simples, que podem ser verdadeiros, a eventos muito maiores com uma probabilidade muito menor de serem verdadeiros.

7) Se a teoria da conspiração atribui significados sinistros e opulentos a eventos que são mais provavelmente aleatórios ou insignificantes.

8) Se a teoria da conspiração tende a mesclar fatos e especulações sem distinguir entre eles, e sem atribuir graus de probabilidade ou factualidade.

9) Se o teorista suspeita extremamente e indiscriminadamente de todas as grandes organizações, privadas ou não.

10) Se o teorista da conspiração se recusa a considerar explicações alternativas, rejeitando todas as evidências que não confirmam sua teoria e descaradamente busca apenas evidências confirmatórias.

Como Arthur Goldwag escreve em seu livro de 2009, “Cults, Conspiracies and Secret Societies” (“Seitas, Conspirações e Sociedades Secretas”, em tradução livre): “Quando algo importante acontece, todas as coisas que levam a esse evento, e para longe dele, parecem importantes também. Até o detalhe mais trivial parece recheado de significado (…) Cada excrescência estranha, cada protuberância aleatória na textura visual parece suspeita.”

 


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