Uma

pesquisa feita entre economistas americanos mostrou que 90% deles concordam que as leis de salário mínimo estão aumentando os índices de desemprego entre pessoas pouco capacitadas.

Normalmente, o problema é a inexperiência:

apenas 2% dos americanos com mais 24 anos recebiam um salário mínimo.

Os defensores do salário mínimo geralmente se baseiam em suas estimativas de quanto um trabalhador “precisa” para ter uma “vida digna” – ou em outro critério que desconsidera a capacitação, experiência ou produtividade do trabalhador. Então, não é de se admirar que as leis de salário mínimo digam que jovens trabalhadores não servem para nenhum cargo.

O mais surpreendente é que, apesar de inúmeras evidencias dos efeitos devastadores do salário mínimo sobre jovens negros, membros dos “movimentos negros” continuam votando por essas leis.

Certa vez, anos atrás, durante uma conversa privada com um deputado a favor da “causa negra”, eu o questionei como ele poderia votar por tais leis.

A resposta que obtive foi: ativistas negros faziam parte de alianças políticas e, como tais, era esperado que eles votassem por outras coisas que seus aliados quisessem, como as leis de salário mínimo, em troca de seus aliados votarem por pautas do movimento negro.

Quando perguntei o que defensores da causa negra estavam recebendo em troca de apoiar leis que estavam sacrificando gerações de jovens negros com altíssimos índices de desemprego, a conversa acabou imediatamente. Eu posso ter sido um pouco ríspido quando fiz a pergunta.

A mesma pergunta poderia ser feita sobre funcionários públicos negros em geral, incluindo o Presidente Obama, que ficou ao lado do sindicato de professores, se opondo ao sistema de vouchers e escolas modelo, o que permitiria pais negros (dentre outros) tirar suas crianças de escolas públicas ruins.

As leis de salário mínimo podem até influenciar nos níveis de discriminação racial. Anos atrás, quando discriminação era legal e socialmente aceitável, leis de salário mínimo eram frequentemente usadas abertamente para excluir as minorias do mercado de trabalho.

Em 1925, uma lei de salário mínimo foi aprovada na província Canadense de British Columbia, com a intenção e o efeito de excluir imigrantes japoneses da indústria madeireira.

Um professor de Harvard da época, defendeu a aprovação da lei australiana de salário mínimo como uma forma de “proteger a qualidade de vida Australiana, contra a competição de indivíduos de cor, particularmente os Chineses” que estavam dispostos a trabalhar por um salário menor.

Na África do Sul, durante o apartheid, sindicatos de brancos exigiram que as leis de salário mínimo se aplicassem a todas as raças, para impedir que trabalhadores negros tomassem o lugar de trabalhadores brancos sindicalizados recebendo menos que o salário definido pelo sindicato.

Alguns defensores da primeira lei federal de salário mínimo nos EUA – a lei Davis-Bacon de 1931 – usaram exatamente o mesmo raciocínio citando o fato de que construtoras do Sul, usando trabalhadores negros não sindicalizados, estavam vindo para o Norte e superando as construtoras que empregavam trabalhadores brancos sindicalizados.

Os apoiadores da lei de salário mínimo entenderam, há muito tempo atrás, algo que os atuais defensores da lei parecem nem se dar ao trabalho de pensar. Pessoas que tem seus salários aumentados por leis não necessariamente são beneficiadas, porque é menos provável que sejam contratadas com um salário mínimo imposto.

Sindicatos têm sido apoiadores das leis de salário mínimo em diversos países no mundo, eliminando do mercado trabalhadores não-sindicalizados, deixando mais empregos para os membros.

Pessoas que defendem políticas que parecem ser boas, seja por razões políticas ou só para se sentirem bem consigo mesmas, normalmente não se dão ao trabalho de pensar nas consequências antes ou de, sequer, analisar os resultados depois.

Se eles pensassem, como poderiam imaginar que uma grande quantidade de jovens desempregados nas ruas poderia ser boa para qualquer sociedade – especialmente nos locais onde a maioria desses jovens foi criada por mães solteiras, outra consequência não intencional, neste caso, de políticas assistencialistas?

// Tradução de José Pagio. . | Artigo Original